Chega noite e nada. Pela manhã, a mesma coisa, só, infeliz, mas que ainda tem esperança.
Aqueles foram e voltaram, mas permanece a mesma esperança. Criaram asas e voaram, mas ainda esperam a felicidade, a espera de rir, de amar e serem felizes. Querem colo, amor, pai e mãe. Querem os sentimentos mais sinceros, eles não desistem, sempre lutando, se sentem só.
Estão cansados de escutar: “estou com fome”, mas é sempre essa mesma rotina. Eles são esquecidos pela humanidade.
Estão pelas calçadas, com fome e à espera de um milagre.
A vida para eles são nem mais e nem menos do que a tristeza. Vivem nas ruas, no trânsito, limpando carros para ganharem alguns trocados. Eles não vão parar até quando a humanidade acordar e verem que eles são o futuro.
Eles dizem: “Ser só não é sofrer e sim, ser esquecidos pelos pais.”
Essa é a realidade.

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