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[Edição 71] A luta pela estadualização da CNEC

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A história da estadualização do sistema de ensino – da CNEC local, para o sistema estadual, é muito longa e merece ser revivida pelo leitor.

Primeiro de tudo, o processo de mudança ocorreu por causa de uma promessa de campanha da eleição para presidente local daquela instituição.

A chapa de oposição defendia a eleição direta para diretor e a luta para que aquela instituição - CNEC local – passasse a pertencer ao sistema estadual de ensino, já que quase a totalidade de seus funcionários já pertenciam ao Estado e as normas e diretrizes eram ligadas ao Estado.

O que faltava para que a escola deixasse de ser cenecista e passasse à estadual?

Abertas as urnas, a chapa de oposição venceu. O grupo partiu para a batalha. Saibam que não foi fácil o desfecho dessa história.

Um ponto que devemos destacar foi o fato de naquele ano, 1990, haver uma campanha política estadual, semelhante a que estamos vivendo agora. De posse desse item a favor, esperou-se que os dois principais candidatos ao governo fossem definidos para o segundo turno. Os dois senadores José Agripino e Lavoisier Maia ficaram para disputar o governo. A eles cabiam o compromisso de que caso vencessem, iriam defender nosso projeto de estadualização.

Foi feito um abaixo-assinado (que chegou a aproximadamente 2.000 assinaturas). Em anexo constava um texto em que o candidato ficava comprometido de defender a causa quando chegasse ao Palácio Potengi.

Omitiremos os nomes das pessoas que lutaram por essa idéia, por ter sido muita gente. Sabe-se que o candidato Lavoisier Maia assinou o documento em um comício, já de madrugada, em Mossoró. Quanto a José Agripino, foi na Fazenda São João.

Depois das assinaturas, só faltava o dia do pleito. A vitória ao governo foi de José Agripino. De posse do documento assinado por ele, uma equipe de professores, pais de alunos e representantes de entidades da comunidade foi cobrar do governo. O processo de estadualização só saiu dois anos depois.

Queremos mostrar aos nossos leitores que a luta pela vinda de uma agência do Banco do Brasil para nossa cidade tem semelhança com aquela de vinte anos atrás. A equipe que está organizando a campanha já está de posse de algumas assinaturas de candidatos e vai manter contatos com o maior número possível, para que tenha em mãos farto material para servir como um argumento forte em defesa da vinda da agência do Banco do Brasil para a cidade.

Se foi possível no passado com a estadualização da CNEC, agora também será realidade. Afinal de contas, a união faz a força! 

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