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BAGUNÇAR O CORETO

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Sou do tempo em que a palavra coreto(ê) era largamente utilizada. Não fiquem escandalizados com isso porque certas palavras são como os seres vivos: elas um dia morrem. Digo 'certas palavras' porque há umas que não têm previsão para morrer.

Quem não alcançou alcançou a palava bassoura e barrer? Agora não se diz mais ou não se deve dizer mais.

Coreto é uma palavra dicionarizada, mas não no sentido que a empregamos aqui. Tem algo a ver, mas não é a mesma coisa.

"Pavilhão, ao ar livre, para concertos musicais", diz o Aurélio.

"Espécie de Quiosque construído ao ar livre para concertos de música", Soares Amora.

As duas definições têm o mesmo significado. O nosso coreto era destinado também a apresentações de música. Exclusivamente para a banda de música de Upanema e de outras que vinham tocar na festa da padroeira.

Quanto ao local, o coreto não é um lugar específico, construído para aquele fim, como diz a definição dos diconaristas. Era simplesmente um localzinho próximo a praça, no pé da calçada, pra ser mais direto.

Quanto ao significado de "bagunçar o coreto", é provável que naquele tempo, algumas pessoas se atreviam a acanalhar as apresentações. Hoje, quem tenta bagunçar um ambiente, está bagunçando o coreto.

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