Index Labels

COLUNA LINGUAGEM.COM PUBLICADA NA EDIÇÃO 41 DE SETEMBRO DE 2007

. . Nenhum comentário:
A LÍNGUA DO PÊ
@ A língua permite algumas brincadeiras, aliás, na sua função poética está também o lúdico. Brincar com as palavras é também compor um poema. Leia abaixo:
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém, posteriormente, pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedir pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente, Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto, pararei.
E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: "O Rato Roeu a Rica" ou "Roupa do Rei de Roma."? (Hélio Consolaro )

MANUAL DO BOM BALCONISTA
@ Depois de perguntar a um e outro, colhi o pensamento geral do que deve ser aquela pessoa que fica detrás do balcão:
▪ Ter sempre troco;
▪ Estar atento às entradas e saídas dos clientes no estabelecimento;
▪ Estar sempre bem-humorado, ainda que por dentro esteja com uma vontade danada de mandar o cliente ir pra aquele canto;
▪ Não precisa mentir nem omitir acerca dos produtos. Se não tem, não precisa dizer que vai chegar amanhã. Basta dizer que não tem e que vai providenciar;
▪ O bom é que nunca tenha que dizer a um cliente que tal produto não dispõe no momento;
▪ Estar bem limpo, da cabeça aos pés e de preferência com uma roupa decente. Por decente, entende-se uma roupa (para os homens) que acompanhe uma camisa. O melhor é que cada balconista tivesse um uniforme, ainda que simples, mas que tivesse o nome do estabelecimento;
▪ Nunca dizer ao cliente: “se não quiser este produto, vá procurar noutro lugar!”
▪ Depois de atender, dar um “muito obrigado”(homens) ou “muito obrigada” (mulheres),  por que mesmo que não tenha sido uma obrigação de comprar ali, o cliente poderia ter ido para outro local;
▪ Oferecer produtos novos;
▪ Ser educado;
▪ Nunca se afobar com os clientes;
▪ Enfim, deixar  transparecer para o cliente que ele o está atendendo bem.

VOCÊ TEM EMPATIA?
Segundo o Aurélio, empatia é "tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa." Isto é o que na prática deveríamos diariamente fazer quando reclamamos tanto dos outros que não fazem tal e tal coisa. Quem tem empatia ficaria no lugar dos outros em determinadas situações.

DICONÁRIO UPANEMÊS
@ No nosso alfabeto não temos o w, a não ser para palavras de origem estrangeira.
Vê dáblio – É a letra w. Apesar de não fazer parte do nosso abecedário, ela é muito utilizada, principalmente nos nomes das pessoas. Ex: Walker, Wando, Wanderléia, Wilker, Wóchiton. É chamada assim por causa da semelhança com o v. Para as crianças, dizemos que o w é assim porque um dia o eme (M)maiúsculo sofreu um grave  acidente e ficou de pernas pro ar. Então alguém o viu e não reconheceu e passou a chamá-lo de eme virado. Depois vieram descobrir que era uma letra desconhecida de nome dáblio.

HISTÓRIAS DE ALUNOS E PROFESSORES
@ Um professor pergunta para a turma: Quais os termos essenciais da oração? Um aluno responde: Professora, não me venha com perguntas de religião, pois não entendo nada disso. Uma das presepadas no meu tempo escolar (década de 80) não posso me esquecer de um colega que colocou areia em quase todos os cadernos. Foi assim. No intervalo, enquanto todos estavam no pátio ou procurando em casa uma bolacha ou outra coisa pra mastigar (já que naquele tempo não havia merenda custeada pelo poder público) um deles resolveu fazer aquela traquinagem. O curioso é que ele também colocou no caderno dele a areia. Na volta do intervalo, um deles se destacou pela brabeza. No fim das contas, o aluno foi punido pela traquinagem. E por falar em intervalo, destaco esta: o aluno grita para a professora: Tia, ô tia! Ela responde: Não me atrapalhe! Eu tô no intervailo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário