Postado em 28/02/2012 às 20:43 horas por Cristiano Xavier na sessão Educação
A Olimpíada de Matemática de 2011 rendeu frutos para a Escola Estadual
José Calazans Freire, em Upanema, interior do Rio Grande do Norte.
Dois alunos da instituição conquistaram medalha de ouro e prata na
última edição do prêmio. A escola já teve medalhista de bronze há cerca
de 10 anos.
Letícia Alves Balbino, 12, do 8º ano, conquistou ouro e Marcos Alexandre
Gondim, 13, também do 8º ano, a prata, foram os contemplados com a
premiação.
De acordo com o diretor da escola, Antonio Carlos da Costa Júnior, foi
um trabalho direcionado que levou os estudantes a chegarem a esse
resultado. "Temos um professor, Josiel Gondim, que se envolve demais com
as turmas. Ele montou um grupo de estudos com 15 alunos e dava aulas de
matemática para eles. Os alunos assistiam às aulas à noite, além de
estudar em casa por uma apostila que ele passou", diz.
Para Letícia, que gosta de matemática, o apoio dos pais foi importante.
"Eu sempre gostei de matemática. Meus pais sempre me incentivaram muito.
Valeu a pena ganhar esse prêmio. Eu não esperava medalha de ouro, mas
veio, graças a Deus", diz a estudante medalhista de ouro.
Os pais de Marcos também o incentivaram. E ficaram muito felizes com a
conquista. "Meus pais nem acreditaram quando receberam a notícia. Meu
pai me abraçou muito quando chegou em casa", ressalta.
Letícia e Marcos são adolescentes como os outros. Gostam de brincar, de
ver TV, de internet. A diferença, em relação a muitos estudantes, está
na dedicação. "Com muita dedicação a pessoa consegue. Sem isso, não
consegue", diz Marcos.
IFRN - Como se fosse pouco a cidade ter dois medalhistas, a Escola
Estadual Professor Alfredo Simonetti também se destacou. Teve o
estudante Franklin William Medeiros, 14, que conseguiu o 1º lugar geral
no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), campus
Mossoró. Ele conseguiu passar no curso de Edificação.
Franklin diz que não fez cursinho, apenas estudou bastante para
conseguir um bom resultado. "No começo eu acordava de madrugada para
estudar. Mesmo quando a escola estava em greve eu passava o dia
estudando em casa. Segundo ele, a dedicação, o incentivo dos pais e a fé
o ajudaram a ser aprovado.
Para o diretor da escola, Dario Alessandro de Souza, é um orgulho ter um
aluno com essa aprovação, o que mostra que a instituição está no rumo
certo. "O diferencial é que a gente incentiva os professores a dar aulas
extras. Eles são voluntários. A gente criou essa cultura na escola de
trabalhar em prol do aluno", diz o diretor.
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